textos, poemas e afins de um patusco jornalista


armas do coração esperança

21 de setembro

 

Se mover para uma direção incerta

Certas decisões levam-me ao sábio desconhecimento

No caminho vazio de uma alma agora solitária

Simultânea esperança do tamanho do infinito

 

O tempo passa e qual obra retratará minha vida?

Os passos sincronizados e harmônicos de uma dança?

Ou o livro onde o raciocínio não pousa com o limiar

Da tola razão humana de sempre tentar explicar?

 

Renove-se, ouse, lute, busque

Aonde outros não foram por medo do arrependimento

Impiedoso nos fracos...  ausente nos loucos

Vivo no instante dos raros momentos

 

Insanos que se entregam ao acaso programado

A sociedade que não escolhi

Direciona meus largos passos

Para um coração armado

 

 

 

 

 

 



Escrito por Erick Martins de Menezes às 17h11
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vazio

Exalo inapetência...

Vocabulário vasto amarrado no inexplicável

Ausência de sentido!

Resta-me parecer afável

 

Não domino meu caminho

Folha seca na primavera

Parece impossível o destino

Encontrar com os desejos que me dera

 

Tudo meio vazio ao meu redor

Inclusive a cartola mágica que concebe o interior

O infinito a espera de um céu de promessas

Porquê me dotastes do desejo da pressa

 

 

A vida partida em pedaços

Amadurecimento sem cores

Ainda busco os mais fortes laços

De uma humanidade de dissabores

Escrito por Erick Martins de Menezes às 17h07
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longe demais

 

Diante D’um céu sem cor; o que dizer?

Encurtar o processo pelos humanos tão burocratizado

Universo em expansão já acabado

Será que diante do trono poderei ver a vida como deveria ser?

 

Alcançar o fim depois da queda livre

Mundanos desejos de uma falsa liberdade

Arquitetos de uma ponte por eles desconhecida

pois não sabem "que a medida de amar é amar sem medida"

 

Queda livre no obscurantismo de um clarão promissor

Queda livre

Me segure se puder no poder do nosso amor

Queda livre

Vou gritar uma vida sem pudor 

 



Escrito por Erick Martins de Menezes às 17h05
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O Tombo de um povo

Cheiro de chuva exala do asfalto. Quente, porém molhado. Assim bate um coração. Intenso! Contudo descompassado. Aglomerado cubano; incrivelmente explorado. Humilde, o reino dos céus tem esperado. Olhar perdido. Pupila dilatada. A esperança ansiava. Para dormir em La Sierra, no jornal se enrolava. Sintonia perfeita.  A hipocrisia e a desgraça. Décadas depois de consumado. Os livros encantavam. Flutuaram nas teorias da imaginação. O passado embala as estatísticas de então. VIVA A REVOLUÇÃO!. Ou será, viva a ExclusÃO?  Viva o egoísmo! Ou viva o socialismo...

Território estrangeiro para os filhos da terra. Contra o império! Palavras fluem da boca de um velho. Um tombo. A expectativa frustrada.  Morte anunciada. Da nação ou do profeta?

Contra-Revolução no território do inimigo. Terno, gravata, charuto cotidiano. Mais um dia de trabalho. De um deputado cubano eleito em solo norte-americano!

 

 



Escrito por Erick Martins de Menezes às 16h58
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  08/01/2006 a 14/01/2006


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